Renda fixa ou renda variável
Investimento

Renda fixa ou renda variável: em qual devo investir?

Tempo de leitura: 4 min

Administrar as finanças pessoais é uma grande responsabilidade. É preciso calcular os rendimentos, controlar as despesas, poupar o que for possível e, principalmente, investir uma parte do dinheiro.

É justamente na etapa dos investimentos que muitas pessoas têm dificuldades: a grande oferta de aplicações disponíveis no mercado exige do investidor algum conhecimento sobre o seu funcionamento e suas diferenças para fazer, assim, a melhor escolha.

A primeira questão com que potenciais investidores se deparam é: renda fixa ou renda variável? Entender esses conceitos é fundamental para selecionar as aplicações que mais se encaixam em cada perfil e que oferecem melhor retorno.

Para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto e ajudar na comparação entre os investimentos, preparamos um informativo com tudo que você precisa saber para organizar suas finanças e fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. Confira!

Entenda as diferenças entre as modalidades

Escolher o melhor investimento dependerá do perfil do investidor, e para este ser conhecido, é preciso considerar diversos fatores: os objetivos, o horizonte de tempo, a soma disponível e até a idade podem influenciar na identificação deste perfil.

De modo geral, as aplicações podem ser classificadas em renda fixa ou variável, e entender as diferenças entre elas é indispensável para qualquer investidor.

Renda Fixa

Investimentos em renda fixa são aqueles que permitem que a rentabilidade da aplicação seja mais aproximada da realidade no momento de sua contratação, por meio de taxas preestabelecidas dependendo apenas da variação dos índices (isso quando se trata de renda fixa pós-fixada) ou até mesmo que a rentabilidade seja conhecida no momento da contratação quando falamos de renda fixa pre-fixada.

Na prática, isso significa que o rendimento não varia de acordo com o mercado (quando o investidor respeita os prazos do investimento) ou com o desempenho financeiro da instituição envolvida na transação, mas é baseado em indexadores (como taxa de juros e inflação, por exemplo).

À primeira vista, parece um bom negócio, mas é importante ressaltar que, da mesma forma que a lucratividade não se altera em caso de prejuízo da empresa, ela também não aumenta se a instituição obter um desempenho melhor que o esperado.

Isso não significa que os investimentos em renda fixa sejam livres de risco. Apesar de ser um acontecimento raro, o investidor pode ter prejuízo se o emissor do título não honrar suas obrigações.

Mas, ainda assim, existe o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$250.000,00 por CPF por conglomerado financeiro em caso de falência da instituição emissora do título. É possível entender quais são os títulos cobertos na página do FGC.

São exemplos de investimentos de renda fixa:

  • os títulos do Tesouro Direto;
  • a caderneta de poupança;
  • as Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • os Certificados de Depósito Bancário (CDB);
  • as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);
  • as Letras de Câmbio (LC);
  • as debêntures.

Renda Variável

Os investimentos em renda variável são aqueles que sofrem alterações de acordo com as flutuações do mercado ou a instabilidade econômica. Nessa modalidade, o investidor não consegue prever a rentabilidade ao final da aplicação: o lucro depende do desempenho da entidade emissora ou instituição responsável.

Se por um lado esse tipo de investimento oferece mais riscos, por outro sua lucratividade pode ser maior, no caso de eventos favoráveis às empresas emissoras.

Além disso, em caso de desvalorização, o prejuízo pode ser revertido por meio de aplicações a longo prazo — por isso os investimentos em renda variável são mais indicados para quem não pretende usar o dinheiro investido em pouco tempo.

São investimentos de renda variável:

  • as ações;
  • os fundos de ações;
  • os derivativos;
  • as commodities;

Como escolher entre renda fixa ou renda variável?

Se as aplicações em renda fixa oferecem mais segurança e os investimentos em renda variável podem oferecer mais lucro, na hora de investir o dinheiro é importante diversificar. Aliás, o principal conselho de especialistas da área é não concentrar todo seu capital em uma única opção.

Para maximizar o rendimento e diminuir o risco de prejuízos, é recomendado que você não invista em aplicações que vão contra o seu perfil de investidor. E é importante lembrar que esse perfil sempre precisa ser revisto pois nosso perfil pode mudar e muito, com passar dos anos e até mesmo dos meses.

Porém, não importa se o investimento é de renda fixa ou renda variável, o mais importante é conhecer todos os detalhes de cada aplicação para fazer as melhores escolhas.

E como são muitos os detalhes, é sempre importante contar com um especialista para auxiliar no entendimento do mercado e dos produtos para que você faça uma escolha assertiva e coerente com seus objetivos.

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