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Previdência Privada

Como é a cobrança de imposto de renda na previdência privada?

Tempo de leitura: 3 min

Diante das mudanças iminentes no sistema de previdência social causadas pela reforma, cresce o interesse pelos planos de previdência privada. Apesar de oferecerem muitas vantagens, eles têm algumas particularidades que precisam ser compreendidas por quem colocará seu dinheiro neles.

Entre as principais informações que você precisa saber, está a forma como é feita cobrança de imposto de renda na previdência privada.

Pensando nisso, preparamos este artigo para explicar como funciona a previdência privada, detalhar a maneira como o imposto de renda é cobrado e trazer alguns dos benefícios de contar com essa opção para o seu futuro. Confira!

Como funciona a previdência privada?

A previdência privada é uma forma de investimento que tem como objetivo garantir à pessoa que faz a aplicação uma fonte de renda para quando ela parar de trabalhar. Assim, um plano desse tipo tem dois momentos: no primeiro, os recursos são acumulados por meio de aplicações mensais que se estendem ao longo dos anos.

Depois, quando chega a hora da aposentadoria, é feito o resgate do dinheiro aplicado com os devidos rendimentos obtidos por meio da aplicação. O saque pode ser feito uma única vez, retirando todo o valor disponível, ou em pagamentos periódicos para assegurar uma renda para quem parou de trabalhar. Os principais tipos de previdência privada disponíveis no mercado são o VGBL (Vida Gerador Benefício Livre) e o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). A principal diferença entre eles é a tributação, como explicaremos a seguir.

Como é feita a cobrança de imposto de renda na previdência privada?

Na prática, quando você escolhe um plano de previdência privada, está definindo a forma como pagará o Imposto de Renda devido sobre essa aplicação. No VGBL, é preciso arcar com a mordida do Leão apenas sobre a rentabilidade conquistada.

Já no PGBL, o imposto de renda incide sobre o total resgatado. Por outro lado, é possível abater os aportes feitos nesse tipo de plano nas declarações do imposto de renda, desde que respeitado o limite de 12% da renda atual e que a declaração seja feita de maneira completa.

Seja qual for o tipo de plano de previdência privada escolhido, o investidor será obrigado a optar por uma das duas tabelas disponíveis. A progressiva segue as mesmas alíquotas da contribuição que incide sobre salários e outras fontes de renda. Assim, ela parte dos 0% e tem como teto 27,5%.

Já a regressiva é exclusiva dos planos de previdência privada. Nessa tabela, quanto maior o tempo de investimento, menor a alíquota paga, partindo de 35% para pagamentos com menos de dois anos até 10% para prazos de investimento superiores a 10 anos.

Quais são as vantagens da previdência privada?

Depois de entender como funciona a tributação do imposto de renda na previdência privada, fica mais fácil usufruir das vantagens de contar com uma aplicação dessa categoria, que permite ao investidor planejar o seu futuro com mais tranquilidade.

O primeiro benefício de uma previdência privada é a personalização. Você escolhe por quantos anos quer contribuir e qual será o valor dessa contribuição visando o retorno esperado na hora que parar de trabalhar.

Além disso, a previdência privada incentiva a disciplina financeira e permite que o dinheiro investido seja aplicado em diversos fundos com boa rentabilidade. Se o resultado estiver aquém do esperado, é possível fazer a portabilidade do plano, ou seja, trocá-lo de uma instituição financeira para outra que ofereça condições mais vantajosas.

Agora que você sabe como é feita a cobrança de imposto de renda na previdência privada, quais são os principais planos e as vantagens de contar com eles, avalie os seus objetivos e o seu perfil para saber se essa opção é a mais adequada para as suas necessidades.

Qual é a sua opinião sobre previdência privada? Deixe-a no espaço para comentários logo abaixo!