como calcular aposentadoria privada
Aposentadoria Planejamento financeiro

Afinal, como calcular a aposentadoria privada?

Tempo de leitura: 4 min

Você deseja se planejar para desfrutar de uma estabilidade financeira no futuro? Então, é fundamental pensar em investimentos. No entanto, investir não se resume à compra de ações, títulos e afins.

Levando isso em conta, a aposentadoria privada tende a ser uma ótima opção para quem almeja viver de renda e deixar um legado para os filhos. Para saber mais sobre o assunto, continue lendo o post!

O que é a aposentadoria privada?

Em termos resumidos, é uma alternativa de investimento que pode, a médio e longo prazo, funcionar como um significativo complemento das receitas que você tem no mês.

Assim como o governo federal estabelece seus cálculos para a aposentadoria pública (INSS), instituições financeiras e outras empresas do segmento oferecem seus próprios planos previdenciários.

O retorno está associado ao valor investido. Ou seja, se você investiu, em 30 anos, 500 mil reais, seu ganho mensal será calculado considerando esse montante e as taxas da instituição.

Vale notar que ela é uma via que só cresce: de acordo com uma matéria publicada pela revista Exame, “apenas no primeiro trimestre de 2017, os aportes feitos em planos de previdência chegaram a 27,94 bilhões de reais, um crescimento de 29,8% sobre o mesmo período do ano passado, segundo a Fenaprevi — entidade que representa as empresas que vendem esse tipo de produto”.

Essa aceitação crescente também está associada à rentabilidade, já que a renda dela é maior que a da poupança, por exemplo. Nesse sentido, vale mais a pena recorrer à previdência privada do que outros investimentos para a aposentadoria.

Como fazer uma aposentadoria privada?

É mais fácil do que parece: basta escolher a organização que oferece as melhores condições para que seu dinheiro possa render o esperado. Para isso, você mesmo pode fazer os cálculos e obter uma estimativa ou contar com os serviços de um financial advisor.

Esse tipo de profissional ajuda a elaborar, analisar e acompanhar um planejamento financeiro, que é montado de forma detalhada, com o propósito de solucionar as demandas que você tem.

Como calculá-la?

Em primeiro lugar, fique atento às taxas. Duas delas são recorrentes e podem fazer com que você perca dinheiro:

  • administração;
  • carregamento.

A primeira, geralmente, varia entre 1% e 3% do total investido e diz respeito aos encargos e serviços prestados pela entidade financeira em questão.

A segunda, por sua vez, pode ocorrer na entrada, (carregamento de entrada) chegando até 10% de cada investimento feito por você. É possível, ainda, ocorrer na saída (carregamento de saída), sendo cobrada de quem retira recursos ou encerra seu plano de previdência precocemente, e normalmente é decrescente.

Feito isso, você pode buscar pelo simulador de cada de instituição ou usar o simulador da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Contudo, informe-se sobre as condições de cada uma, pois nem sempre consideram o Imposto de Renda e outras variáveis menores, mostrando apenas a rentabilidade bruta do plano, que podem variar entre duas modalidades:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre);
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).

Ao estimar os cálculos, não se esqueça de ponderar o quanto você quer ter de complemento na renda com a aposentadoria. Para isso, leve em consideração o tempo que você tem para investir, pensando em quando começará a usufruir do que acumulou. Assim será possível saber quanto você receberá e em qual momento da vida isso acontecerá.

Com essas informações em mente, atente-se a outro importante componente do cálculo: os juros compostos. Eles farão toda a diferença em favor do investidor, e para efeito de cálculo de qual montante o investidor atingirá, é importante considerar apenas o juro real, ou seja, o acima da inflação.

Utilize-se, portanto, da seguinte fórmula:

  • Montante = P x (1 + taxa)^N [P= Principal, N=prazo]

Onde os termos significam:

  • montante: saldo que você receberá após os juros;
  • principal: saldo investido antes dos juros;
  • taxa: é a rentabilidade esperada pelo investimento (importante considerar esta taxa líquida de inflação, para que o dinheiro não perca o valor de compra);
  • prazo: é o período de investimento.

Desse modo, você conseguirá se planejar para aposentadoria privada e ter uma segurança maior no futuro.

Se você gostou das dicas, mas ficou com alguma dúvida ou tem sugestões para compartilhar, deixe um comentário no post!