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Investimento

5 investimentos isentos de IR que você precisa conhecer

Tempo de leitura: 4 min

O argumento de muitas pessoas para continuar aplicando na poupança é que não é preciso pagar Imposto de Renda. Mas você sabia que existem diversos outros investimentos isentos de IR e que ainda podem render mais do que a poupança?

Nos investimentos, o Imposto de Renda incide sobre o rendimento que a aplicação gera, não sobre o valor total aplicado. A alíquota do IR varia de acordo com o tipo de investimento, mas, no universo de renda fixa, fica entre 15% e 22,5%, dependendo do tempo em que o dinheiro permanece aplicado. Assim, não pagar IR pode significar um bom ganho a mais.

Neste post, vamos ver quais são os investimentos isentos de IR e detalhar um pouco as suas características. Acompanhe!

1. LCIs e LCAs – Investimentos isentos de IR

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos privados de renda fixa emitidos por instituições financeiras para captar recursos para o setor imobiliário e para o agronegócio, respectivamente.

Quanto à rentabilidade, elas podem ser:

  • prefixadas: as taxas de juros conhecidas no momento da contratação;
  • pós-fixadas: atreladas a algum índice, que normalmente é o CDI;

Além da isenção de IR, essas aplicações ainda contam com a proteção do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Nas LCIs e LCAs, normalmente o dinheiro deve permanecer aplicado até o vencimento do título, mas existem exceções, quando o investidor consegue vender a sua LCI ou LCA no mercado secundário.

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2. CRIs e CRAs

Os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) são emitidos por securitizadoras, organizações que convertem dívidas em títulos lastreáveis.

São isentos de IR e sua rentabilidade, em geral, é prefixada ou híbrida. O dinheiro deve permanecer investido até o vencimento do título, com pagamento de juros semestrais ou anuais. Esse tipo de aplicação não conta com a proteção do FGC.

3. Fundos imobiliários

Os fundos imobiliários — ou FIIs — são investimentos que têm em sua carteira imóveis físicos ou ativos do setor imobiliário.

Suas cotas são negociadas em bolsas de valores, como se fossem uma ação. Eles pagam rendimentos mensais ao investidor e esses rendimentos são isentos de IR. Agora, se o investidor resolver vender a sua cota e tiver lucro (ganho de capital) com isso, haverá tributação de 20% sobre esse ganho.

Assim como os demais fundos de investimento, os FIIs não são protegidos pelo FGC, uma vez que a garantia do investidor é o próprio patrimônio do fundo.

4. Debêntures incentivadas

As debêntures são títulos privados emitidos por empresas tipo SA (Sociedades Anônimas) não financeiras, a fim de captar recursos. Normalmente as debêntures têm incidência de IR, de acordo com a tabela de investimentos de renda fixa.

No entanto, existem algumas debêntures que são conhecidas como debêntures incentivadas. Elas têm esse nome porque são incentivadas pelo governo federal. Isso porque o dinheiro captado vai ser usado para obras de infraestrutura do país, como construção de estradas, usinas elétricas etc. Nesses casos, o governo dá isenção de IR para essas aplicações.

5. Ações

Os ganhos de capital com as vendas de ações são isentos de Imposto de Renda até o limite de R$20 mil por mês. Isso quer dizer que, do dia 1º ao último dia do mês, o investidor só pode ter vendido até R$20 mil para ter direito à isenção. 

A isenção só vale para operações normais, não para operações day-trade (quando o investidor compra e vende uma determinada ação no mesmo dia).

Investimentos isentos de IR certamente são atraentes e isso deve ser considerado na hora de decidir como aplicar seu dinheiro, mas esse não deve ser o único critério de avaliação. Um investimento com incidência de IR pode ser mais rentável do que outro isento desse imposto.

Para saber qual rende mais, é preciso comparar as rentabilidades líquidas. Além disso, não se esqueça de avaliar as demais características da aplicação e verificar se ela está de acordo com o seu perfil de investidor.

Agora você já sabe quais são os investimentos isentos de IR e tem mais informações para tomar uma decisão bem-embasada.

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